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Polícia prende empresário que vendia cerveja fake vencida em bares do DF

A empresa do suspeito trabalhava fazendo o envasamento de água mineral, mas, nos últimos meses, passou a adulterar e comercializar cerveja P...

A empresa do suspeito trabalhava fazendo o envasamento de água mineral, mas, nos últimos meses, passou a adulterar e comercializar cerveja

Por Carlos Carone, Mirelle Pinheiro - METROPOLES

Reprodução

Equipes da 18ª Delegacia de Polícia (Brazlândia) prenderam, preventivamente, um empresário pernambucano que comandava o esquema criminoso que despejou centenas de litros de cervejas adulteradas e vencidas em bares e restaurantes do Distrito Federal. O suspeito foi detido, nesta terça-feira (4/4), no centro de Taguatinga quando entrava em um hotel. Ele havia desembarcado no DF vindo de Recife.

A prisão preventiva foi determinada pelo Juiz Olair Teixeira de Oliveira Sampaio, da Vara Criminal e Tribunal do Júri de Brazlândia. Segundo o magistrado, o empresário “vendeu bebidas impróprias para o consumo para diversos estabelecimentos, havendo, ante o volume das transações criminosas praticadas, a possibilidade concreta de que continue a praticar o referido crime se permanecer solto”, disse.

O empresário é proprietário da empresa localizada às margens da DF-220, em Brazlândia, que envasava e comercializava água mineral, mas foi fechada pela Vigilância Sanitária, em 30 de março, após a operação policial. Segundo as investigações, a empresa trabalhava fazendo o envasamento de água mineral, mas, nos últimos meses, passou a adulterar e comercializar latas de cerveja vencida, remarcando a data de validade.

Gerente preso

No dia da operação, 20 funcionários foram surpreendidos em flagrante remarcando a data de validade de paletes de cerveja. O gerente da empresa foi preso em flagrante. A operação policial localizou latas de cerveja com a numeração suprimida e latas já remarcadas, todas vencidas. No total, 152.000 latas de cerveja vencida foram apreendidas.

No ano de 2016, o mesmo empresário alcançado na tarde foi preso na Operação Longa Manaus da Polícia Civil de Pernambuco (PCPE), suspeito de atrapalhar investigação de organização criminosa. No mesmo ano, o pai do empresário foi preso na Operação Tsunami da PCPE, suspeito de fraudar licitações na prefeitura de Catende/PE.

Nas investigações da PCDF, o empresário é suspeito de manter em depósito para revenda mercadoria em condições impróprias ao consumo, crime punido com pena de detenção, de 2 a 5 anos. “A adulteração ocorria em Brazlândia, mas as ordens emanavam de Recife, com o empresário à frente do esquema”, explicou o Delegado-Chefe da 18ª DP, Fernando Cocito.



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